20 de maio: Dia Internacional dos Ensaios Clínicos
Publicado; maio 20, 2020 Arquivado em: Uncategorized Deixe um comentárioHoje, 20 de maio, é comemorado o Dia Internacional dos Ensaios Clínicos! Você sabe por quê?

Em 20 de maio de 1747, James Lind, um médico escocês que servia na Marinha Real Britânica, iniciou o que muitos consideram o primeiro ensaio clínico da história. Na época, o escorbuto (que hoje se sabe ser causado por deficiência de vitamina C) era um grande problema. Durante o século 18, mais marinheiro britânicos morreram devido ao escorbuto do que em guerra. Foi devido ao escorbuto que George Anson, durante a viagem de circunavegação de 1740 – 1744, perdeu 2/3 da sua tripulação (aproximadamente 1400 de 1900 marinheiros) nos 10 primeiros meses da viagem.
Com base em um “palpite” de que o escorbuto era causado pela “putrefação do corpo” e que podia ser curado pela introdução de ácidos na dieta, Lind selecionou 12 marinheiros com escorbuto (tomando cuidado para que fossem os “mais semelhantes possível”) para seu “teste”. Esses 12 marinheiros foram divididos igualmente em 6 grupos, que receberiam a mesma dieta e tratamentos diferentes durante 14 dias. Os tratamentos eram: 1/4 L de cidra; 25 gotas de elixir vitriol (ácido sulfúrico diluído); 2 colheres de sopa de vinagre três vezes ao dia antes das refeições; cerca de 240 mL de água do mar; 2 laranjas e 1 limão durante 6 dias (até o fim do estoque no navio) e uma pasta medicinal feita de alho, sementes de mostarda, rábano e mirra (que era usada para tratar inflamações das gengivas). Ele observou que os pacientes que melhoraram de maneira mais rápida e visível foram os que receberam as frutas cítricas.
Se quiser que eu desenhe, é mais ou menos isso:

Lind publicou seus achados em um livro longo e contraditório e, como esses achados não estavam de acordo com as teorias da época (de que o escorbuto era resultado de má digestão e do consumo de carnes em conserva e água contaminada), seu impacto foi pequeno e o escorbuto continuou a ser um problema para as expedições marítimas e guerras ainda por um bom tempo. Finalmente, em 1867, o Merchant Shipping Act exigiu que todos os marinheiros da Marinha Real Britânica e da Marinha Mercante recebessem uma ração diária de limões para prevenção de escorbuto. Na época, o termo “lime” era usado indistintamente para identificar os limões encontrados na Europa (os que chamamos “limões sicilianos”) e os limões do tipo galego ou tahiti (encontrados nas Índias) e assim os marinheiros britânicos passaram a ser conhecidos como “limeys”. Essa denominação foi depois estendida para os imigrantes para as colônias britânicas na América, Nova Zelândia e África do Sul) e, finalmente, como uma antiga gíria americana, para todos os britânicos.

O objetivo da comemoração do Dia Internacional dos Ensaios Clínicos, criado em 2005, é promover a conscientização sobre a importância da pesquisa clínica para os cuidados de saúde e enfatizar como as parcerias entre pacientes e profissionais de saúde são essenciais para a relevância das pesquisas. Várias instituições de pesquisa em todo o mundo participam seus esforços no Twitter com as hashtags #ictd2016 e #whywedoresearch. E então, aceita uma limonada?
20 de maio: Dia Internacional dos Ensaios Clínicos
Publicado; maio 20, 2016 Arquivado em: Uncategorized Deixe um comentárioHoje, 20 de maio, é comemorado o Dia Internacional dos Ensaios Clínicos! Você sabe por quê?

Em 20 de maio de 1747, James Lind, um médico escocês que servia na Marinha Real Britânica, iniciou o que muitos consideram o primeiro ensaio clínico da história. Na época, o escorbuto (que hoje se sabe ser causado por deficiência de vitamina C) era um grande problema. Durante o século 18, mais marinheiro britânicos morreram devido ao escorbuto do que em guerra. Foi devido ao escorbuto que George Anson, durante a viagem de circunavegação de 1740 – 1744, perdeu 2/3 da sua tripulação (aproximadamente 1400 de 1900 marinheiros) nos 10 primeiros meses da viagem.
Com base em um “palpite” de que o escorbuto era causado pela “putrefação do corpo” e que podia ser curado pela introdução de ácidos na dieta, Lind selecionou 12 marinheiros com escorbuto (tomando cuidado para que fossem os “mais semelhantes possível”) para seu “teste”. Esses 12 marinheiros foram divididos igualmente em 6 grupos, que receberiam a mesma dieta e tratamentos diferentes durante 14 dias. Os tratamentos eram: 1/4 L de cidra; 25 gotas de elixir vitriol (ácido sulfúrico diluído); 2 colheres de sopa de vinagre três vezes ao dia antes das refeições; cerca de 240 mL de água do mar; 2 laranjas e 1 limão durante 6 dias (até o fim do estoque no navio) e uma pasta medicinal feita de alho, sementes de mostarda, rábano e mirra (que era usada para tratar inflamações das gengivas). Ele observou que os pacientes que melhoraram de maneira mais rápida e visível foram os que receberam as frutas cítricas.
Se quiser que eu desenhe, é mais ou menos isso:

Lind publicou seus achados em um livro longo e contraditório e, como esses achados não estavam de acordo com as teorias da época (de que o escorbuto era resultado de má digestão e do consumo de carnes em conserva e água contaminada), seu impacto foi pequeno e o escorbuto continuou a ser um problema para as expedições marítimas e guerras ainda por um bom tempo. Finalmente, em 1867, o Merchant Shipping Act exigiu que todos os marinheiros da Marinha Real Britânica e da Marinha Mercante recebessem uma ração diária de limões para prevenção de escorbuto. Na época, o termo “lime” era usado indistintamente para identificar os limões encontrados na Europa (os que chamamos “limões sicilianos”) e os limões do tipo galego ou tahiti (encontrados nas Índias) e assim os marinheiros britânicos passaram a ser conhecidos como “limeys”. Essa denominação foi depois estendida para os imigrantes para as colônias britânicas na América, Nova Zelândia e África do Sul) e, finalmente, como uma antiga gíria americana, para todos os britânicos.

O objetivo da comemoração do Dia Internacional dos Ensaios Clínicos, criado em 2005, é promover a conscientização sobre a importância da pesquisa clínica para os cuidados de saúde e enfatizar como as parcerias entre pacientes e profissionais de saúde são essenciais para a relevância das pesquisas. Várias instituições de pesquisa em todo o mundo participam seus esforços no Twitter com as hashtags #ictd2016 e #whywedoresearch. E então, aceita uma limonada?
Cranial nerve disease = doença dos nervos cranianos
Publicado; junho 15, 2015 Arquivado em: Uncategorized | Tags: terminologia Deixe um comentárioTenho visto frequentemente a tradução de “cranial nerve disease” como “doença do nervo craniano”.
EVITEM essa tradução: existem doze pares de nervos cranianos, e, normalmente, quando apenas um par é afetado, ele é citado pelo autor (por exemplo, neuropatia óptica, schwannoma do acústico, neuralgia do trigêmeo). Se não for esse o caso, a princípio, a tradução correta deve ser “doença dos nervos cranianos“.
Olha eles aí:
Pra começar…
Publicado; janeiro 6, 2015 Arquivado em: Uncategorized Deixe um comentáriovou me apresentar.
Meu nome é Fernanda Bardy e sou médica neurologista e tradutora. Nasci e fui criada no Rio de Janeiro, onde também fiz faculdade de Medicina, me formei nos idos de 1994 (há vinte anos, mas não espalha!). Terminei a residência em Neurologia em 1999 e mais ou menos nessa época aceitei o primeiro trabalho como tradutora. Nunca mais parei.
Trabalhando na clínica privada e no serviço público, a ideia de passar de tradutora part-time para full-time sempre ficava num “cantinho da mente”. Enquanto isso, comecei a trabalhar com Neuroimunologia, fui convidada para fazer parte de um centro de pesquisa, participei de estudos clínicos, fui preceptora de residentes, trabalhei como revisora médica em um laboratório farmacêutico e, finalmente, tomei coragem para dar o salto.
Esse é um blog sobre medicina e tradução. Vamos por meio dele discutir assuntos relacionados à tradução médica de modo geral e à tradução de estudos clínicos mais especificamente, comentar algumas “pegadinhas” da terminologia e o que mais aparecer.
Agora, pra terminar…
FELIZ 2015!!
